Passados nove meses, Zé é colocado em Paradela do Rio, onde Maria tinha nascido.

Zé iniciava a sua carreira na EDP(17), que à data ainda era uma estrutura nacional estatal, e integrava a equipa de Segurança de Estruturas da Direcção de Produção Hidráulica da CPPE, das barragens do Rio Cávado.

Mudam-se para uma casa muito próxima da barragem de Paradela, que se torna a primeira casa-atelier: aqui faz-se tecelagem, gravura e cerâmica. Trabalha-se com uma amplitude de materiais tão abundante como Paradela em Abril: cobre, latão, arame, papel, lã, algodão e barro.

O desenvolvimento destas disciplinas é totalmente autodidacta, tanto pela parte de Zé como de Maria, que começaram a explorar os materiais a partir de processos de tentativa-erro, de conhecimento e entendimento dos elementos tendo em conta as suas idiossincrasias.